Na manhã desta segunda-feira (21), o Vaticano anunciou oficialmente a morte do Papa Francisco. O comunicado foi simbolizado pelo toque dos sinos da Praça São Pedro, marcando o fim de um pontificado de 11 anos. O Papa se recuperava de uma pneumonia, que já havia exigido uma internação prolongada de mais de um mês.
Com sua morte, a Igreja Católica entra no período conhecido como Sé Vacante, em que não há um papa em exercício. Nesse intervalo, o camerlengo, atualmente o cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell, assume a responsabilidade de administrar os assuntos da Igreja e coordenar a transição até a escolha do novo pontífice, sendo também o responsável por organizar o Conclave.
Francisco será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, uma decisão incomum, já que tradicionalmente os papas são enterrados na Basílica de São Pedro. A última vez que isso aconteceu foi em 1903, com o Papa Leão XIII.
De acordo com o Vaticano, o corpo do Papa será levado à Basílica de São Pedro na manhã de quarta-feira (23), onde os fiéis poderão prestar suas últimas homenagens.
Rituais após a morte de um papa
Após o falecimento, são seguidos os protocolos descritos no livro litúrgico Ordem das Exéquias do Sumo Pontífice, aprovado pelo próprio Francisco em abril de 2024 e publicado em novembro do mesmo ano.
O primeiro passo é a confirmação oficial da morte, feita pelo camerlengo, que chama o nome de batismo do papa três vezes. Diante da ausência de resposta, a morte é reconhecida formalmente. Antigamente, esse procedimento incluía o uso de um pequeno martelo de prata para tocar a testa do pontífice, prática que foi abolida com o tempo.
Em seguida, o camerlengo remove o "Anel do Pescador", símbolo da autoridade papal, e o destrói com um martelo, encerrando simbolicamente o pontificado. O quarto do papa também é lacrado.
O corpo é colocado em um caixão de madeira com revestimento interno de zinco e levado à Basílica de São Pedro para o velório. Diferente de práticas anteriores, não há mais a exposição no Palácio Apostólico. O corpo também não será colocado em um esquife elevado, como era tradicionalmente feito. Francisco, inclusive, optou por modificar a prática dos três caixões (de cipreste, chumbo e carvalho) e determinou que fosse usado apenas um caixão de madeira simples com forro metálico.
Segundo as normas da Igreja, o sepultamento deve ocorrer entre quatro e seis dias após a morte. Francisco expressou em vida o desejo de ser enterrado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
Durante nove dias consecutivos, missas serão celebradas em honra ao papa, conforme a tradição dos novendiales, um período dedicado à oração e luto.
Caminho até a escolha do novo papa
Nos próximos nove dias, a Igreja observará luto oficial, com as bandeiras hasteadas a meio mastro.
Após esse período, começa o processo de escolha do novo líder da Igreja Católica, chamado de Conclave. A organização pode levar de 15 a 20 dias.
O Conclave reúne o Colégio dos Cardeais, atualmente composto por 252 membros. No entanto, apenas os cardeais com menos de 80 anos podem votar. Atualmente, esse grupo tem 135 integrantes, incluindo sete brasileiros.
A palavra "Conclave" vem do latim cum clavis, que significa “trancado com chave”, uma referência ao isolamento dos cardeais durante a eleição. Eles permanecem confinados em uma área restrita do Vaticano, chamada “zona do Conclave”, sem acesso a comunicação externa, como jornais ou telefones, garantindo a confidencialidade do processo.
As votações ocorrem dentro da Capela Sistina, um dos espaços mais simbólicos do Vaticano. Para que um cardeal seja eleito, é necessário obter dois terços dos votos. Após cada votação, os votos são queimados.
Em um único dia, podem ocorrer até quatro votações — duas pela manhã e duas à tarde. Se, após três dias, nenhum nome alcançar os votos necessários, os cardeais fazem uma pausa de 24 horas para orações e reflexões. Caso mais sete rodadas passem sem resultado, uma nova pausa pode ser realizada.
Se o impasse continuar por até 34 votações, os dois cardeais mais votados tornam-se os únicos elegíveis para uma espécie de “segundo turno”, mas ainda é necessário alcançar dois terços dos votos para vencer.
Uma vez eleito, o cardeal é questionado se aceita o cargo. Caso aceite, ele escolhe o nome que adotará como papa e segue para a chamada "Sala das Lágrimas", onde veste as roupas papais pela primeira vez.
Em seguida, o novo papa é apresentado à multidão reunida na Praça de São Pedro, com o anúncio solene: “Habemus Papam” que significa “Temos um Papa.”
O sinal da escolha: a fumaça da Capela Sistina
Um dos sinais mais tradicionais do Conclave é a fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina. Se for branca, significa que o novo papa foi escolhido. Se for preta, indica que ainda não houve consenso.
Essa fumaça resulta da queima das cédulas de votação. Para garantir a cor adequada, são adicionadas substâncias químicas específicas: de acordo com informações divulgadas pelo Vaticano em 2013, a fumaça preta é produzida por uma mistura de clorato de potássio, antraceno e enxofre, enquanto a branca resulta da queima de clorato de potássio, lactose e colofônio.
O sistema de liberação da fumaça é eletrônico, e os compostos utilizados são armazenados em cartuchos apropriados. Além da fumaça branca, a eleição do novo pontífice também é confirmada pelo repicar dos sinos da Basílica de São Pedro.
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