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DIA DE ESPORTE

A importância das artes marciais na vida de pessoas com espectro autista e portadores de síndrome de down. Lutas que ensinam mais do que golpes

28/08/2025 09h01
Por: Portal ABC News Fonte: Cadu (Funciobol)

Esporte e saúde. A importância das artes marciais na vida de pessoas com espectro autista e portadores de síndrome de down.
Lutas que ensinam mais do que golpes.

Quando alguém ouve a palavra “luta”, a primeira imagem que vem à cabeça geralmente é de socos, chutes e disputa de força. Mas quem conhece de verdade o universo das artes marciais sabe que, no fundo, o que se aprende no tatame é sobre equilíbrio, respeito e autocontrole. E é justamente aí que está a mágica: as lutas vão muito além do corpo, elas transformam vidas.

Em pessoas com autismo, por exemplo, os benefícios são visíveis. O treino de artes marciais trabalha a coordenação motora fina e grossa, ajudando no desenvolvimento físico e no domínio dos movimentos. O contato controlado, comum em modalidades como o judô ou o jiu-jítsu, contribui para a melhora da consciência corporal e até da percepção do espaço ao redor. Além disso, a rotina dos treinos, feita de repetições e regras claras, traz segurança, reduz a ansiedade e fortalece a capacidade de foco e atenção.

Já no caso da síndrome de Down, o impacto também é enorme. Muitos praticantes apresentam uma maior hipotonia muscular (aquele tônus mais baixo nos músculos) e dificuldade de equilíbrio. As artes marciais, com exercícios de queda, sustentação e deslocamentos, fortalecem músculos, melhoram a postura e aumentam a resistência física. Fora isso, a disciplina dos treinos ajuda na organização cognitiva, estimulando memória, sequência de movimentos e até tomada de decisão.

E o que talvez seja o maior benefício: o lado emocional e social. No tatame, não importa a condição, todos vestem o mesmo kimono. Isso cria pertencimento, amizade e confiança. Muitos pais relatam que seus filhos passaram a se comunicar mais, a interagir melhor com colegas e a demonstrar mais autoestima depois que começaram a treinar. O esporte se torna, então, um espaço de inclusão verdadeira — onde cada vitória, por menor que pareça, é celebrada como um grande troféu.
No fim, as artes marciais não são apenas técnicas de defesa pessoal.

São ferramentas de desenvolvimento humano. Elas ensinam que cair faz parte, que levantar é obrigatório, e que lutar, no fundo, é muito mais sobre vencer nossos próprios limites do que derrotar o outro. Além do fator inclusão,pois o maior desafio de um pai ou de um responsável por pessoas nessas condições, é saber se seu filho é capaz de seguir seus próprios passos na sociedade em que se vive,caso os mesmos venham a faltar por algum motivo. No final das contas o que realmente importa é formar o “lutador da vida” aquele que sai pela manhã para trabalhar e retorna para o sossego do seu lar.

Essa é a maior lição que um tatame pode dar.

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Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL)
Sobre Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL)
Professor graduado bacharelado em educação física Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL) Formado desde 2011 pela UNIITALO Preparador físico Professor de futebol Personal trainer Proprietário da FUNCIOBOL preparação física
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