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Colunistas Esporte

DIA DE ESPORTE (O esporte nas telinhas)

No tema de hoje, vamos abordar o esporte como um coadjuvante que se levado a sério, tem como tendência se tornar o protagonista

05/09/2025 13h20
Por: Portal ABC News Fonte: Cadu (Funciobol)

No tema de hoje, vamos abordar o esporte como um coadjuvante que se levado a sério, tem como tendência se tornar o protagonista, o mocinho que irá derrubar o vilão. Vilão este, a violência contra as mulheres.

Nos dias atuais explodiram diversas notícias sobre violência contra às mulheres, marido que desfere 60 socos em sua companheira, namorado que grita e agride a parceira muitas vezes em casa, mas agora vem ganhando força essa prática nas ruas e locais comuns como academias, bares e baladas, tudo resolvido entre tapas e socos e nada de diálogo.

De guarda alta: artes marciais contra a violência que insiste em nocautear mulheres

A cada rodada de telejornal, a estatística reaparece como replay doloroso: feminicídios em alta no Brasil. Em 2024, 1.459 mulheres foram assassinadas apenas por serem mulheres quatro por dia. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que, mesmo com queda geral da violência, os feminicídios subiram 19%. A conta não fecha e a ferida é coletiva.

Entre as manchetes duras, uma resposta pode vir do tatame. As artes marciais, tão conhecidas pelo espetáculo esportivo nas telinhas, ganham força também como ferramenta de prevenção e autonomia. Elas não substituem políticas públicas, leis eficientes ou a rede de proteção, mas ajudam mulheres a desenvolverem algo precioso: confiança, percepção de risco e rede de apoio.

No jiu-jítsu, no muay thai, no karatê ou no boxe, a lição vai além do soco e do chute. Aprender a se defender é também aprender a estabelecer limites, reconhecer situações de perigo e agir com mais segurança. O treino fortalece corpo e mente e, no coletivo, fortalece vínculos. Mulheres treinando juntas não estão apenas suando: estão construindo pertencimento e consciência.

Os números mostram urgência: 37,5% das brasileiras sofreram algum tipo de violência em 2024, segundo pesquisa nacional. Esse dado não pede silêncio; pede ação. Por isso, esporte e mídia têm papel essencial. Se o futebol arrasta multidões pela tela, também pode divulgar projetos de defesa pessoal, campanhas de prevenção e o caminho para pedir ajuda: 190 para emergências, 180 para acolhimento e orientação.

Artes marciais não são solução mágica. Mas, enquanto a sociedade luta por políticas mais eficazes, elas oferecem um passo à frente: o de ensinar mulheres a ficarem de guarda alta, não apenas no tatame, mas diante de uma realidade que insiste em golpeá-las.

Porque, no fundo, a luta mais importante não é a que termina em vitória no ringue é a que garante que nenhuma mulher precise ser lembrada apenas como estatística no próximo jornal.

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RODRIGO ALVES DANTASHá 6 meses DiademaVocê é monstro meu amigo Dantas na Voz
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Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL)
Sobre Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL)
Professor graduado bacharelado em educação física Carlos Eduardo Dias (Cadu FUNCIOBOL) Formado desde 2011 pela UNIITALO Preparador físico Professor de futebol Personal trainer Proprietário da FUNCIOBOL preparação física
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