Diversos profissionais da área da Saúde de São Bernardo do Campo estiveram em peso na última quarta-feira (15) no plenário da Câmara Municipal para reivindicar o reajuste salarial da categoria, que não é aplicado há nove anos. Entre banners e cartazes expostos na sessão, os profissionais exigiam respeito e valorização, além de melhores condições de trabalho.
Com espaço aberto na Câmara para falar sobre o assunto, a representante da categoria Elisabete Maria de Souza subiu ao púbito para esclarecer a situação. “Estamos à quase uma década com problema salarial. Estamos aqui justamente para sermos ouvidos. Está muito difícil a nossa situação. Nossos salários estão congelados e o custo de vida subindo todos os dias. Enquanto isso, seguimos firmes sempre cuidando, colhendo e salvando vidas. Mas quem cuida da gente? Estamos há muitos anos abandonados. Esta é a verdade”, cobrou.
Segundo ela, diante do cenário, a saúde do município corre um sério risco. “A falta de profissionais é alarmante, porque estamos realmente nos sentindo sobrecarregados. A rotatividade é alta. As pessoas não querem mais ficar sem ter o reajuste normal que é o da inflação. Nós estamos enfrentando plantões exaustivos. Muitas vezes sem o mínimo de insumos necessários para oferecer o atendimento digno à população. Estamos vivendo uma realidade onde o trabalho essencial não é reconhecido. A saúde pública precisa de pessoas que se dedicam, se arriscam e dão o melhor de si. Mas sem valorização, a nossa categoria está adoecendo. E sem nós, a saúde para”, ressaltou Elisabete.
Na oportunidade, ela pediu aos parlamentares que olhem o caso com carinho. “Existe um caso muito sério também com as meninas das casas terapêuticas que estão ganhando menos do que um salário mínimo. É inadmissível. Fora todo o risco que elas correm. Estamos pedindo atenção. Como pode. São nove anos, não são nove semanas e nem nove meses sem reajuste salarial. Não é justo estarmos trabalhando sobrecarregados sem ter o mínimo que é de direito. Nós temos direito ao dissídio salarial. Ninguém está brigando por coisas diferentes. Estamos brigando somente pelo direito de ter o dissídio que é o reajuste de inflação”, acrescentou.

Representante do governo na Câmara Municipal de São Bernardo, o vereador Julinho Fuzari (Cidadania) se solidarizou com a causa. “A Casa de Leis apóia este movimento da saúde. O atual gestor da nossa cidade pegou essa herança da saúde. São nove anos, mas oito anos com a saúde precarizada, sem reconhecimento dado aos profissionais da saúde. E isso precisa mudar. Saibam que nós estamos alinhados com vocês e tenho certeza que o governo também vai procurar um caminho para poder dar a resposta necessária a esses profissionais tão importantes para a nossa cidade”, pontuou o parlamentar.
Procurado para comentar o assunto, a Prefeitura de São Bernardo do Campo informou que a negociação com o SindSaúde tem sido mantida pela atual gestão de maneira contínua, com diversos encontros com a direção do sindicato. Destacou também que o acumulado é um passivo que se busca equalizar, considerando a realidade financeira e a necessidade de manutenção dos serviços, mas sempre tendo como norte que esse é um direito dos trabalhadores.
De acordo com a Administração Municipal, o movimento é justo e sempre mereceu o apoio da atual gestão desde o início do mandato. Reconheceu ainda que à nove anos o dissídio não acontece, mas que é uma das pautas na mesa de negociação e entende que a proposta é construir juntos um acordo, com respeito e reconhecimento aos colaboradores.
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