O ex-Prefeito de São Bernardo do Campo e agora secretário de Segurança Municipal da cidade de São Paulo, Orlando Morando, terá que explicar ao Ministério Público o gasto de R$ 32 milhões dos cofres do município para a realização da obra do acesso ao KM 16 da Rodovia Anchieta. O inquérito foi instaurado pelo Promotor de Justiça Marcelo Sciorilli, da 20ª Promotoria de Justiça de São Bernardo do Campo, que irá investigar o caso.
De acordo com o parecer do Ministério Público, houve “suposta malversação de verbas públicas em virtude da realização de obras para a construção do novo acesso ao KM 16 da Rodovia Anchieta, com custo aproximado de 32 milhões de reais, incluindo desapropriações, entre os anos de 2021 e 2024”. O órgão entende ainda que “as obras teriam sido realizadas em desacordo com o projeto original e, depois de concluídas, revelaram piora para o fluxo de veículos na via pública”.
Assim que a obra foi concluída e liberada para circulação, o novo trecho construído se mostrou ser inviável, ocasionando acidentes e um trânsito maior do que o anteriormente. Diante disso, o acesso, já na gestão do Prefeito Marcelo Lima (Podemos), precisou ser refeito, levando a atual Administração Municipal a reabrir o acesso viário anterior ao custo de aproximadamente 800 mil reais.
Os transtornos ocasionados no local geraram diversas reclamações de motoristas e munícipes, o que levou o mandato do deputado estadual Luiz Fernando (PT) a elaborar a denúncia. "Após gastar R$ 32 milhões no inútil acesso do km 16 da Via Anchieta e em desapropriações, o MP pediu esclarecimentos ao ex-prefeito depois de denúncia de nosso mandato. São Bernardo merece saber onde esse tanto de dinheiro foi gasto e, principalmente, punir quem cometeu essa irresponsabilidade com o dinheiro público", se manifestou o parlamentar.

Procurada para comentar o caso, a Prefeitura de São Bernardo do Campo informou que, antes mesmo da instauração do inquérito pelo Ministério Público, o município já havia iniciado um procedimento administrativo para apurar os fatos. Disse ainda que, nesse processo, foi reunida ampla documentação sobre as desapropriações envolvidas, além da constatação de que a obra não foi aprovada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e pela Ecovias.
Segundo o Executivo, uma auditoria interna analisa o episódio, avaliando os gastos com a obra, eficiência da intervenção e se as despesas condizem com o que foi executado. A medida irá averiguar, ainda, se os gastos geraram dano ao erário. A administração Municipal reforça que tem colaborado integralmente com o Ministério Público, fornecendo toda a documentação necessária para os esclarecimentos relativos ao tema.
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