A trajetória de Luana Eloá (MDB) na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo tem sido guiada por um compromisso com a inclusão e a representatividade. Primeira “mãe atípica” a ocupar uma cadeira no Legislativo da cidade, a parlamentar, formada em Direito, com mestrado em Ciências Ambientais e especialização em Educação Especial, transformou sua experiência pessoal com o filho, Luhan Henry, de 15 anos, em pauta política e social.
Antes de ingressar na vida pública, Eloá presidiu a Comissão de Direito da Neurodiversidade da OAB e fundou o Instituto TEAcolher Brasil, entidades voltadas à defesa das pessoas autistas e de suas famílias. Ao assumir o mandato, conta ter se deparado com uma “realidade dura” sobre o tratamento dispensado às pessoas com deficiência.
“Existe uma incompreensão enorme do poder público sobre as necessidades mais básicas desse público. Ainda há muitas barreiras entre a lei e a realidade de quem busca um atendimento digno”, afirma Luana Eloá.
Na esfera federal, a vereadora levou a pauta da neurodiversidade a Brasília, onde atuou pela derrubada do veto que impedia o fornecimento do Cordão de Girassol pelo SUS, símbolo que identifica pessoas com deficiências ocultas e garante atendimento prioritário. Também protocolou um dossiê com relatos de famílias afetadas pelo descredenciamento de clínicas multidisciplinares por operadoras de saúde, cobrando medidas para evitar a interrupção de terapias essenciais para crianças com autismo. “O autismo não pode ser visto apenas como um diagnóstico, mas como uma demanda por suporte contínuo e especializado”, destaca a parlamentar.
No cenário municipal, Eloá tem defendido a ampliação do acesso a medicamentos e terapias e a capacitação de profissionais em diferentes áreas. Em uma das ações mais recentes, promoveu palestra voltada a professores de esporte no bairro Paulicéia, discutindo adaptações pedagógicas e o papel do esporte como ferramenta de socialização.
Com 40 projetos de lei protocolados e mais de 5 mil indicações enviadas ao Executivo em seu primeiro ano de mandato, Luana Eloá avalia que o caminho da inclusão ainda é desafiador, mas irreversível. Entre suas prioridades estão o reconhecimento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) como deficiência e a ampliação da rede municipal de apoio às famílias atípicas. “A inclusão não pode ser apenas um discurso bonito. Ela precisa acontecer na prática, nas salas de aula, nos postos de saúde e em todos os espaços da cidade”, defende.
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