Nascido em 25 de janeiro de 1938, em Pompeia, no interior de São Paulo, Olavo dos Santos, o mais velho de 13 irmãos, construiu uma trajetória que se confunde com a própria história do desenvolvimento industrial do ABC Paulista. Ainda jovem, mudou-se para Marília, onde começou a trabalhar para uma família da colônia nipônica, formada por imigrantes japoneses que marcaram a economia local.
Aos 14 anos, seguiu para a capital paulista e passou a viver em um pensionato próximo à Rua Bom Pastor, no bairro do Ipiranga. Desde cedo, acumulou diferentes experiências profissionais, entre elas a passagem pela Volkswagen, que, à época, empregava cerca de 35 mil funcionários no Brasil.
A chegada a São Bernardo do Campo ocorreu posteriormente. Olavo se estabeleceu inicialmente na Vila Euclides e, anos depois, já casado com Therezinha Bastos, mudou-se com a família para o Jardim Beatriz, no bairro Planalto. Ele acompanhou de perto o crescimento da cidade e lembra de um município ainda rural, com pouca infraestrutura. Foi o primeiro morador da região a ter telefone fixo, um símbolo das mudanças que estavam por vir.
Integrante de uma geração que vivenciou a industrialização de São Bernardo, Olavo também presenciou os períodos de greve nas montadoras, o processo de desindustrialização do ABC e a transformação do horizonte urbano, hoje marcado por grandes edifícios. “Hoje é difícil reconhecer alguns lugares. A cidade mudou muito mesmo. Muitas lojas foram embora e muitas profissões desapareceram”, afirma.

Grande parte de sua vida profissional foi dedicada à Mercedes-Benz do Brasil, onde atuou como segurança até se aposentar. Durante esse período, chegou a exercer a função de segurança particular do diretor da empresa no país e também foi responsável pela vigilância da residência da família Reinhart, localizada no Jardim América, em São Paulo. Em uma das ocorrências, chegou a enfrentar uma tentativa de assalto. “Ele apontou o revólver, mas mudou de ideia quando percebeu que não teria sucesso”, relembra.
Conhecido na região, Olavo manteve por décadas uma rotina ativa. Até poucos anos atrás, circulava de bicicleta por toda a cidade e se destacou pela prática constante de esportes. Quando mais jovem, chegou a correr até o início da descida da Serra do Mar, na Rodovia Anchieta.
A trajetória esportiva de Olavo também é marcada por diversas medalhas conquistadas ao longo dos anos. Participante assíduo de corridas de rua e provas amadoras, ele acumulou premiações que hoje guardam a memória de décadas de dedicação ao esporte. Mais do que troféus, as medalhas simbolizam disciplina, resistência e constância — características que atravessam sua vida pessoal e profissional e ajudam a explicar a vitalidade que mantém até hoje.
Olavo tem dois filhos, três netos e quatro bisnetos. Hoje, aos 88 anos recém-completados, continua frequentando academias, onde é visto como exemplo de saúde, disciplina e vitalidade.
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