Há mais de 10 anos atuo no mundo da estética, um meio pelo qual sou apaixonada desde criança. Aos 13 anos, entrei nesse universo como manicure, e desde então beleza e estética sempre estiveram presentes no meu dia a dia. Foi um caminho do qual nunca mais saí. Ao longo dos anos, fui me aperfeiçoando, estudando Estética e Cosmetologia, depois Podologia, com especialização em pés diabéticos e geriátricos, e, por último, a Biomedicina, buscando me aprofundar no mundo dos injetáveis um universo pelo qual o mundo inteiro parece estar loucamente viciado.
Quando falamos de autoestima na estética, acredito que o impacto vai muito além da realização de um procedimento. Não se trata apenas de transformar uma aparência, mas de ajudar alguém a se sentir bonito de dentro para fora, a se olhar no espelho e se reconhecer com mais carinho. Às vezes, um simples elogio é capaz de mudar o dia de uma pessoa.
A estética nasceu para cuidar, melhorar a autoestima e promover bem-estar. O problema começa quando ela deixa de ser uma escolha e passa a ser uma exigência. Hoje, muitas pessoas não procuram procedimentos porque querem, mas porque sentem que precisam: para serem aceitas, para não ficarem para trás ou para se encaixarem em padrões que mudam o tempo todo.
O cuidado vira pressão quando a decisão é tomada para agradar alguém ou para suprir uma insegurança imposta externamente. A estética saudável é aquela que respeita limites, individualidade e o tempo de cada pessoa. Talvez, para alguns, seja impossível ficar sem um procedimento estético, enquanto para outros isso é algo comum e que não causa incômodo algum.
O papel do profissional da estética não é reforçar inseguranças, mas orientar, acolher e cuidar. A estética deve ser aliada da saúde emocional, e não um gatilho de sofrimento. O problema não está em querer melhorar a aparência, mas em acreditar que só somos valiosos quando nos encaixamos em um padrão.
Costumamos dizer que não nos importamos com a opinião do outro, mas, na prática, buscamos reconhecimento. Isso eleva o ego e fortalece a autoestima. Um paciente em processo de emagrecimento, ao subir na balança e perceber mudanças, sente a mesma alegria quando alguém diz: “Nossa, você emagreceu”. Palavras têm poder.
Após a pandemia, o emocional das pessoas mudou profundamente. Percebo isso diariamente na prática clínica. Muitos pacientes precisam conversar, falar sobre a vida, a família e o dia a dia. Precisam ser ouvidos. Isso também é cuidado.
Como biomédica e profissional da saúde, entendo a grande responsabilidade de lidar com pessoas e histórias diferentes. Ao cuidar de vidas, não podemos enxergar apenas o procedimento, mas o ser humano por inteiro. Acolher, ouvir e ter empatia, para mim, é o verdadeiro significado de ser profissional.
Dengue No Pós-Carnaval, mutirão de combate à dengue em São Bernardo reforça prevenção com visitas a quase 5 mil imóveis
Saúde Mauá forma 13 novos especialistas pelo SUS que concluíram residência médica no Hospital Nardini
Visão SBC realiza mais uma etapa do programa 'Ouvir, Ler e Aprender' e chega à marca de 7.293 óculos entregues 
Mín. 18° Máx. 24°
Mín. 17° Máx. 19°
Chuvas esparsasMín. 17° Máx. 22°
Chuvas esparsas

